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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Realizada a 9ª Romaria da Terra e das Águas de Rondônia



Postado por omamore em 12 de julho de 2011
Foi neste domingo, dia 10, realizada em Guajará-Mirim, no Distrito do Iata, a 9ª Romaria da Terra e das Águas. De acordo com os organizadores, o Distrito de Iata foi escolhido para sediar a Romaria porque corre o risco de desaparecer com a construção de uma hidrelétrica na Cachoeira de Ribeirão, município de Guajará-Mirim.
A Romaria teve um significado histórico porque refletiu sobre o desenvolvimento do estado de Rondônia e as mazelas das usinas do Madeira. Centenas de pessoas participam do evento que saiu da 2º Linha do Iata, percorrendo a pé cerca de 3 km até a Igreja no Distrito onde houve celebração precedida pelo Bispo Dom Geraldo Verdier e Bispo Coadjuto Dom Benedito Araújo.
As Romarias da Terra e das Águas de Rondônia acontecem desde 1986, organizada pela CPT e pelo CIMI e pelas dioceses de Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Porto Velho e pelo Sínodo de Amazônia da Igreja Luterana no Brasil (IECLB).

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Chegada de Dom Benedito Araújo

A diocese de Guajará-Mirim-RO recebe com muito carinho Dom Benedito Araújo, bispo Coadjutor. A recepção foi muito calorosa, uma grande carreta envolvendo além dos carros, motos bicicletas, carro de bombeiros, ambulância, policia militar, o povo reunido a beira da avenida e na Praça Mario Correia, a cerimônia de acolhida A noite a festa litúrgica com momentos marcantes para a diocese.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

ENCONTRO ANUAL DA REGIÃO DAS ÁGUAS

“Se as águas não se encontram, não têm força, não geram vida e apodrecem”.
Dando continuidade à reflexão iniciada em 2010, em Porto Velho, Rondônia, as diretorias da CRB da Amazônia, - Belém, Manaus e Porto Velho, realizaram, nos dias 12 a 15 de maio, novo “encontro das águas”, na firme convicção de que as águas precisam se encontrar para formar o rio e realizar sua missão. Os dois primeiros dias foram realizados com Superiores maiores e representantes de comunidades.
O local do encontro, a casa de Retiros dos Jesuítas, inserido no bairro da Cidade de Deus, em Manaus, foi ícone da temática desenvolvida e da experiência vivida. Um verdadeiro paraíso amazônico, com árvores, aves, águas, flores e frutos, um cenário a ser intensamente contemplado. Uma pequena capela construída sobre águas, onde peixes faziam sua ciranda de vida, sinalizava para a mística deste cenário.
Partindo do texto de Ez 47, das águas que brotam do templo e fecundam as árvores às suas margens, fomos compondo o cenário das águas da Amazônia, que brotam das geleiras, são enriquecidas pelas gotas e chuvas, por neblinas e serenos, formando igarapés, braços de rios, corredeiras e cachoeiras, furos e lagos, somando-se a outras águas, vencendo as mais diversas barreiras, desaguando no oceano, na grande festa da vida.
Como as águas que se encontram e geram vida, a Vida Religiosa Consagrada necessita se encontrar para refletir sua Missão na Amazônia. Partindo da certeza de que ser missionário na Amazônia, o maior bioma do Planeta, é um privilégio, tomamos maior consciência de nossa responsabilidade como VR. Por que e o que significa trabalhar nesta parte do planeta? Qual nossa missão profética neste chão?
Os Bispos, em Aparecida, nos convocam a “criar nas Américas {e no mundo}, consciência sobre a importância da Amazônia para toda a humanidade” (DA 475). O papa, em seu discurso aos Jovens, denuncia a “devastação ambiental da Amazônia e as ameaças à dignidade humana de seus povos” (DA 85). A nossa responsabilidade como Igreja e como VRC é gigantesca.
Iluminados e iluminadas pela Palavra de Deus, nos dispomos a fazer algumas das travessias necessárias. A exemplo dos primeiros discípulos (cf Mt 4,18-22), fomos chamados/as à beira das águas e convidadas/os a entrar no banzeiro da vida. Muitas resistências nos acompanham e Jesus também nos “obriga” a entrar na barca e atravessar (cf Mt 14,22). Como não se trata de uma travessia turística, as tempestades (cf Mt 8,24-27) são inevitáveis. O segredo reside na total confiança no Senhor. Há sempre o desafio da fronteira, do confronto com o diferente (cf Mt 15,21-28), possibilidades graciosas de se processar a mudança de estruturas e de dinâmicas existenciais.
A realidade das “fronteiras”, tanto geográficas quanto simbólicas, mais uma vez nos desafiam. Urge atravessar realidades onde as feridas da história da humanidade e da mãe terra estão abertas. São feridas sócio-ambientais, religioso-culturais que ameaçam a vida em todas as suas formas. Os grandes projetos econômicos, o tráfico de seres humanos, a violência, o crescente abismo entre ricos e pobres, a destruição do Meio Ambiente, tudo reclama a presença profética da VR.
O bioma Amazônico, constituído do eco-sistema da terra firme, várzeas e rios, tornou-se uma metáfora para iluminar nossa missão e a leveza Institucional. Sob a estrela guia da Palavra de Deus, transmitida em At 15, texto este que revela o caminho do bem viver os desafios de fronteiras simbólicas, buscamos articular os serviços da missão. O serviço Institucional, caracterizado pela continuidade e estabilidade; o da Inserção, feito de encarnação e proximidade, e o serviço de Itinerância, marcado pela conectividade e inclusão. Saber bem articular estas três dinâmicas é fonte de leveza institucional e fecunda missão profética.
Três personagens da travessia do Concílio de Jerusalém (Cf At 15) ilustram o eco-sistema do bioma amazônico (terra firme, várzea e rio) e apontam para a boa articulação das três dinâmicas da missão:
Pedro, pedra, a terra firme, recorda o serviço institucional.
Tiago, encarna a imagem da várzea, da Inserção.
Paulo, o andarilho, vive a dinâmica do rio, é o missionário da Itinerância.
Numa leitura teológica Trinitária, Batismal e da Vida Consagrada, podemos relacionar a Terra Firme, o serviço Institucional, com o Pai, com a missão batismal da realeza e a consagração pela obediência. A Várzea, a inserção, identifica-se com a missão do Filho, a função sacerdotal e a pobreza evangélica. O rio, a Itinerância sinaliza a presença do Espírito Santo, a profecia e a castidade.
E as águas não podem parar de correr. Fomos provocados/as a levar em nossas canoas, um novo jeito de refletir e viver nossa missão e a leveza institucional. Uma profunda inquietação diante dos desafios da Pan Amazônia. A esperança de maior conectividade e projetos comuns. A consciência da necessária articulação entre o agir local e global.
As águas continuam a correr. Ao longo de seu percurso, outras águas se somarão e “haverá vida onde quer que a torrente penetre (Ez 47,9).
Diretorias da Região Amazônica – a “Região das águas”.

domingo, 26 de junho de 2011

Sentido da Vida

Olá amigos!!
Muitas vezes precisamos fazer uma pausa e refletir nossa vidas. Devemos fazer uma limpeza em tudo que pode estar interrompendo nosso crescimento.
Vamos refletir!!
As sandálias do discípulo fizeram um barulho especial nos degraus da escada de pedra que levavam aos porões do velho convento.
Era naquele local que vivia um homem muito sábio. O jovem empurrou a pesada porta de madeira, entrou e demorou um pouco para acostumar os olhos com a pouca luminosidade.
Finalmente, ele localizou o ancião sentado atrás de uma enorme escrivaninha, tendo um capuz a lhe cobrir parte do rosto. De forma estranha, apesar do escuro, ele fazia anotações num grande livro, tão velho quanto ele.
O discípulo se aproximou com respeito e perguntou, ansioso pela resposta:
Mestre, qual o sentido da vida?
O idoso monge permaneceu em silêncio. Apenas apontou um pedaço de pano, um trapo grosseiro no chão junto à parede. Depois apontou seu indicador magro para o alto, para o vidro da janela, cheio de poeira e teias de aranha.
Mais do que depressa, o discípulo pegou o pano, subiu em algumas prateleiras de uma pesada estante forrada de livros. Conseguiu alcançar a vidraça, começou a esfregá-la com força, retirando a sujeira que impedia a transparência.
O sol inundou o aposento e iluminou com sua luz estranhos objetos, instrumentos raros, dezenas de papiros e pergaminhos com misteriosas anotações.
Cheio de alegria, o jovem declarou:
Entendi, mestre. Devemos nos livrar de tudo aquilo que não permita o nosso aprendizado. Buscar retirar o pó dos preconceitos e as teias das opiniões que impedem que a luz do conhecimento nos atinja. Só então poderemos enxergar as coisas com mais nitidez.
Fez uma reverência e saiu do aposento, a fim de comunicar aos seus amigos o que aprendera.
O velho monge, de rosto enrugado e ainda encoberto pelo largo capuz, sentiu os raios quentes do sol a invadir o quarto com uma claridade a que se desacostumara. Viu o discípulo se afastando, sorriu levemente e falou:
Mais importante do que aquilo que alguém mostra é o que o outro enxerga. Afinal, eu só queria que ele colocasse o pano no lugar de onde caiu.
Queridos amigos!! Muitas vezes precisamos ouvir ou receber um simples gesto para enxergar o que nós mesmos sabíamos. Faça essa reflexão em sua vida e lembre-se também que muitas vezes nem sempre o que mostramos é o que o outro enxerga, essa também é uma reflexão importante. Mas o que fica de muito relevante é que precisamos refletir de tempos em tempos o que podemos limpar e está atrapalhando nossas vidas. O sentido da vida somos nos quem traçamos.
Um forte abraço!!!
Velho Sábio!!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sonelidade de Corpos Christi

Dia 23 de junho de 2011, tivemos a sonelidade de Corpos Christi, na Catedral Nossa Senhora do Seringueiro de Guajará-Mirim Ro.

No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do Corpus Christi.

A Festa de Corpus Christi é a celebração em que solenemente a Igreja comemora a instituição do Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas.

Propriamente é a Quinta-feira Santa o dia da instituição, mas a lembrança da Paixão e Morte do Salvador não permite uma celebração festiva. Por isso, é na Festa de Corpus Christi que os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na Diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra do sacramento da Eucaristia.

Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, nasceu em Retines perto de Liège, Bélgica em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses em Fosses e foi enterrada em Villiers.

Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja sob a aparêncai de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.

Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então Bispo de Lieja, também ao douto Dominico Hugh, mais tarde Cardeal Legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácono de Lieja, mais tarde o Papa Urbano IV.

O Bispo Roberto ficou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, invocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte. Um monge de nome João escreveu o ofício para essa ocasão. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.

Dom Roberto não viveu para ser a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte na quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde, um bispo alemão conheceu o costume e o estendeu por toda a atual Alemanha.

Aconteceu, porém, que quando o Padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, aconteceu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Alguns dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, informado do milagre, então, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, teria então pronunciado diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Em 11 de agosto de 1264 o Papa emitiu a bula "Transiturus de mundo", onde prescreveu que na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor.

Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou um ofício - a liturgia das horas - a São Boaventura e a Santo Tomás de Aquino; quando o Pontífice começou a ler em voz alta o ofício feito por Santo Tomás, São Boa-ventura foi rasgando o seu em pedaços.

A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no Concílio Geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 é promulgada uma recompilação de leis -por João XXII- e assim a festa é estendida a toda a Igreja.

Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de "Lírio das Catedrais". Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em toda o mundo, no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.

Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.

A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. A celebração normalmente tem início com a missa, seguida pela procissão pelas ruas da cidade, que se encerra com a bênção do Santíssimo.

Recomenda-se a todo católico participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade.

Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo. Tudo isto tem muito sentido e deve ser preservado.

Começaram assim as grandes procissões eucarísticas e também o culto a Jesus Sacramentado foi incrementado no mundo todo através das adorações solenes, das visitas mais assíduas às Igrejas e da multiplicação das bênçãos com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos cada vez mais admiráveis.

Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.

O culto eucarístico não começou no século XIII, pois começou desde o Cenáculo, quando Jesus instituiu a sagrada Eucaristia. Mas faltava, porém, uma festa especial para agradecer ao "Prisioneiro dos Sacrários" esta presença inefável que o faz contemporâneo de todas as gerações cristãs.

Era necessário, realmente, uma data distinta para que se manifestasse um culto especial ao Corpo e Sangue de Cristo, atraindo d’Ele novas graças e bênçãos para os que caminham neste mundo.

As procissões

Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.

A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adoptaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.

Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e os rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.

Finalmente, o Concílio de Trento declara que muito piedosa e religiosamente foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Nisto os cristãos expressam sua gratidão e memória por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ofício composto por São Tomás de Aquino

sábado, 18 de junho de 2011

A EXISTÊNCIA DE DEUS !

Damico era dono de uma bem sucedida farmácia numa
cidade do interior.
Era um homem bastante inteligente mas não acreditava
na existência de
Deus ou de qualquer outra coisa além do seu mundo
material.
Um certo dia, estava ele fechando a farmácia quando
chegou uma criança
aos prantos dizendo que sua mãe estava passando mal e
que se ela não
tomasse o remédio logo iria morrer.
Muito nervoso e após insistência da criança, resolveu
reabrir a farmácia
para pegar o remédio.
Sua insensibilidade perante aquele momento era tal que
acabou pegando o
remédio mesmo no escuro, entregou-o à criança, que
agradeceu e saiu dali
às pressas.
Minutos depois, percebeu que havia entregado o remédio
errado para a
criança e, se aquela mãe o tomasse, morte instantânea.
Desesperado, tentou alcançar a criança mas não teve
êxito.
Gritou em desespero... e o tempo passava e nada
acontecia.
Sem saber o que fazer e com a consciência pesada,
ajoelhou-se e começou
a chorar e dizer que se realmente existia um Deus que
não o deixasse
passar por assassino.
O tempo passava e ele, de joelhos ficava pensando que
a mulher poderia
já estar morta e, certamente, ele teria de pagar por
isso.
Refletiu sobre suas intemperança, sobre seu mau humor,
principalmente
sobre sua insensatez.
De repente, sentiu uma mão tocar-lhe o ombro esquerdo
e ao virar
deparou-se com a criança em prantos.
Naquele momento ficou desconsolado.
Mas tinha uma certeza: Deus, de fato, não existia.
Já podia imaginar o que estava para lhe acontecer.
O choro e o olhar triste daquela criança lhe
atravessava a alma.
No entanto, como um lampejo de sabedoria, perguntou ao
menino o que lhe havia acontecido.
Então aquela criança começou a dizer:
- "Senhor, por favor não brigue comigo, mas é que caí
e quebrei o vidro
do remédio, dá pro senhor me dar outro?"
 Deus existe e te conhece pelo teu nome.
Ele sempre tem o melhor para você, por mais que as
circunstâncias
mostrem o contrário.
Creia neste amor que é maior do que qualquer um dos
seus problemas,
mesmo que estes sejam grandes e de difícil resolução.
Creia na vida melhor que Ele tem preparada para você!
Creia neste amor!
Creia em todos os instantes deste dia como se fossem
milagres realizados
só para você, pois você é, com toda certeza, um dos
milagres de Deus
aqui na Terra.
Mensagem enviada por: Thais (Equipe de Crisma)

domingo, 12 de junho de 2011

A Congregação das Irmãs de São Carlos de Lyon

“Vocês vão receber uma força....

“...aquela do Espírito Santo,
“que virá sobre vocês,
“... e vocês serão minhas testemunhas
“... até as extremidades da terra”
At 1,8


Minhas Queridas Irmãs,


O Senhor Ele mesmo, nós convidará para festejar neste 12 de junho de 2011,
A Solenidade de Pentecostes
Parece-me que a ocasião nos é dada, para consagrar alguns momentos para atualizar em nossa memória, em nosso coração, em nossa oração, o nosso próprio Pentecostes, o dia em que recebemos o Sacramento da Confirmação.
Em nossas Igrejas, sejam elas da América do Sul ou na Europa, adolescentes e cada vez mais de adultos pedem o Sacramento da Confirmação. Sinal, sem dúvida, da vitalidade da Igreja... Estes cristãos, através de sua caminhada, na catequese que lhes foi proposta e pela celebração do sacramento, permitem às comunidades cristãs dentro das quais se inserem de tomar consciência que essas comunidades também devem se deixar conduzir pelo Espírito Santo, fonte que irriga nossas vidas e a vida da Igreja, que nos faz viver de seu sopro, para ousar habitar em nossa terra e cuidar dela.
Estas fortes experiências eclesiais que nós escutamos falar, ou que tivemos a graça de vivenciar, nos dizem ainda alguma coisa ? Elas nos questionam hoje? Coloquemos simplesmente a questão.
Não é o vento de Pentecostes que ainda passa sobre nós e nos faz sair de nossos medos, de nossos fechamentos, de nossas angústias ? Nós mesmas vivemos pessoalmente este Pentecostes e a cada ano a Igreja que por sua liturgia nos convida e reviver esta experiência única da invasão do Espírito em nossa vida.
“Doravante, o Espírito de Deus soprará em todos os lugares”,
Cantamos em nosso Ofício.
Espírito Santo : força que lança a Igreja nascente e todos os missionários e as testemunhas ........................“até as extremidades da terra”
O dom do Espírito Santo é a presença em nós da glória do Senhor, e seu amor nos transforma em sua imagem. Estar “no Cristo Jesus, é viver no Espírito” (Rm 8)
A vida no Espírito é uma vida na fé : é uma experiência real, uma certeza concreta porque é uma experiência de uma presença.
Se os sinais do Espírito são variáveis, eles estão sempre a serviço do Evangelho e de sua mensagem em que eles dão testemunho e do Corpo do Cristo que eles edificam. Eles atestam a presença pessoal de alguém que habita em nós, (Rm 8,11) que intercede (8,26), que vem ao encontro de nosso espírito (8,16) e grita em nossos corações (Gl 4,6).
A experiência do Espírito é a vida que sucede à morte, a Paz e a Alegria na tribulação e na angústia. Esta vida nos é dada e no Espírito não nos falta nenhum dom, mas ela nos é dada na luta, pois neste mundo nós não temos ainda o Espírito em plenitude. Sim, o Espírito nos chama ao combate, e é bem Ele que nos faz agir e nos transforma em ”homens espirituais” (1Cor 3,1) para trabalhar na construção da Igreja “Um só Corpo e um só Espírito... um só Senhor,... um só Deus”.
Toda a ação do Espírito é de nos aproximar de Deus, de nos colocar em comunicação viva com Deus, de nos introduzir nos “segredos de Deus” (1Cor 2,10). É no Espírito que nós conhecemos o Cristo, que chamamos Deus e o chamamos de “Pai”
A partir do momento que nós possuímos o Espírito, nada no mundo pode nos fazer perecer, pois Deus se entrega a nós. Ele continua a se entregar e nós vivemos NELE.
“Lembre-se então que você recebeu o sinal espiritual, o Espírito de sabedoria e de Inteligência, o Espírito de Conselho e de Força, o Espírito do Conhecimento e de Piedade, o Espírito do Temor de Deus. Guarde o que você recebeu. Deus o Pai marcou você com seu sinal, o Cristo Senhor confirmou você e ele colocou em seu coração o Espírito” Santo Ambrósio.
Eu não ajuntarei mais nada.
Vocês têm em suas bibliotecas o Vocabulário de Teologia Bíblica ou o Catecismo da Igreja Católica: vá consultá-los...
Que esta meditação fortifique nossa Fé, nos volte sem cessar ao Espírito que está em nós.
Que Ele queime com seu Fogo todas as pequenas coisas e nossas mesquinharias, nos abra à Esperança, ao Amor e nos transporte no grande Vento de Pentecostes.
Que nossa vida “dada” ajude os homens, nossos irmãos, a reconhecer a presença de Deus, Pai, Filho e Espírito neles e no mundo.
Este é o meu verdadeiro desejo nesta Festa de Pentecostes.
Com as Irmãs do Conselho, eu asseguro a todas, nossa fraterna afeição
Irmã Myriam GAGNERE
Superiora Geral

Música Nossa Missão